Guia Sem Frescura · Nº 2
Vinho de mesa, vinho fino, frisante: o que cada nome quer dizer (por lei)
No Brasil, esses nomes não são poesia de contra-rótulo: são categorias definidas em lei. Entender a diferença muda sua compra.
Vinho fino
Por definição legal, é o vinho elaborado com uvas viníferas — as castas clássicas europeias (Cabernet, Merlot, Chardonnay e cia). É a categoria da maior parte dos vinhos “de rótulo” que você vê em ranking e premiação.
Vinho de mesa
Elaborado com uvas americanas ou híbridas (Isabel, Bordô, Niágara — as mesmas famílias do suco de uva e da uva de mesa). É o vinho mais consumido do país, o da jarra da pizzaria e da casa da avó. Não é “vinho pior”: é outra categoria, outra proposta e outro preço. A frescura é achar que ele precisa pedir desculpa.
Frisante
O meio-termo borbulhante: tem gás, mas menos pressão que um espumante — a lei define as faixas. Leve, fácil, geralmente barato. Ótima porta de entrada pra quem gosta de bolha sem cerimônia.
Espumante
Pressão de gás mais alta (definida em lei) vinda de segunda fermentação — método tradicional (Champenoise) ou tanque (Charmat). É a categoria em que o Brasil mais brilha internacionalmente: espumante brasileiro é motivo de orgulho, não de ressalva.
Fontes desta página
- Lei nº 7.678/1988 (define vinho e categorias) — planalto.gov.br
- Decreto nº 8.198/2014 (classificações, teores e pressões) — planalto.gov.br
- Embrapa Uva e Vinho (viticultura brasileira, castas) — embrapa.br/uva-e-vinho
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